Em meio às baixas temperaturas, Polícia Penal de SC entrega mantas confeccionadas por detentas à Maternidade Carmela Dutra
Com a queda das temperaturas em Santa Catarina, uma rede de solidariedade uniu o sistema prisional e a saúde pública na Capital. A Polícia Penal de Santa Catarina realizou a entrega de 150 mantas produzidas por detentas do Presídio Feminino Regional de Florianópolis para a Maternidade Carmela Dutra. As peças, destinadas a recém-nascidos de famílias em situação de vulnerabilidade, são fruto de uma parceria com o Projeto Nana Nenê – Aquecendo Corações.
A iniciativa, promovida pela Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Flores do Campeche e pela ARLS União do Sul da Ilha, busca oferecer conforto térmico e dignidade. Para as mulheres privadas de liberdade, o projeto representa uma etapa crucial no processo de reabilitação.
Para a diretora do Presídio Feminino Regional de Florianópolis, Marina Coelho, o projeto exemplifica o impacto positivo do sistema prisional na sociedade. “Esta parceria representa a verdadeira essência da ressocialização. As reeducandas confeccionaram 150 mantas, colocando sua dedicação, talento e trabalho a serviço de uma causa solidária”, ressaltou a diretora.
Marina ainda pontuou que a atividade vai além de uma simples tarefa ocupacional. “Mais do que uma atividade laboral, este projeto permitiu transformar o trabalho realizado dentro da unidade em acolhimento, carinho e esperança para quem mais precisa”, completou.
Na outra ponta da ação, a Maternidade Carmela Dutra celebra o reforço nos estoques de enxovais. O diretor da unidade, Gilberto Marçal Seemann, revelou que a demanda por atendimento é alta e crescente. “Atendemos, em média, cerca de 300 partos por mês, e somente no último mês foram 375. Diante dessa demanda, o trabalho das nossas voluntárias é fundamental”, destacou Seemann.
Segundo o diretor, as mantas são essenciais para as mães que dão à luz na unidade e não possuem recursos para adquirir as peças básicas para o bebê. “Elas preparam kits e enxovais para mães em situação de maior vulnerabilidade ou que precisam sair da maternidade com esse apoio”, explicou.
Todo o material passou por rigorosos protocolos de qualidade, acabamento, higienização e esterilização para garantir a segurança hospitalar. De acordo com a presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Flores do Campeche, Clotildes Fernandes Campregher, a ação tem um duplo propósito social. “Cada cobertor produzido carrega uma história de esperança. Ao mesmo tempo em que aquecemos os mais necessitados, oferecemos às apenadas uma oportunidade de aprendizado, valorização pessoal e reconstrução de suas trajetórias”, afirmou.
A ação reforça a política da Polícia Penal de investir no trabalho e na qualificação profissional como ferramentas para reduzir a reincidência criminal e oferecer novas perspectivas de vida após a liberdade.