A Prefeitura de Criciúma deu um passo decisivo para a preservação de sua memória histórica com a assinatura da Ordem de Serviço para a restauração do Museu Histórico e Geográfico Augusto Casagrande. O ato oficial, realizado nesta terça-feira (7) no icônico "Casarão" do bairro Comerciário, prevê um investimento de R$ 882 mil para revitalizar a estrutura construída originalmente em 1920.
A obra é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O projeto é abrangente e inclui a recuperação do telhado e do assoalho, novos projetos arquitetônico e hidrossanitário, climatização, acessibilidade e melhorias no mobiliário interno. O objetivo central é garantir que o acervo de mais de 1,3 mil peças seja preservado com segurança.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, enfatizou que o investimento é fundamental para manter a identidade local viva. “Estamos investindo em um espaço que guarda parte importante da história de Criciúma. Preservar esse patrimônio é garantir que as futuras gerações conheçam as origens da nossa cidade e tenham acesso a um ambiente adequado, seguro e preparado para manter esse acervo vivo por muitos anos”, ressaltou o chefe do Executivo.
A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, pontuou que a intervenção vai além da estética, fortalecendo o museu como centro de pesquisa e educação. Segundo ela, a restauração garante "melhores condições para a conservação do acervo e para o atendimento ao público", ampliando as oportunidades de valorização da cultura local.
O Ministério Público, representado pelo assistente de promotoria Mauricio Piacentino, classificou a assinatura como um símbolo de compromisso conjunto. “O Ministério Público, ao lado do Município, demonstra que sua atuação vai muito além da responsabilização, buscando soluções efetivas para proteger o interesse da comunidade”, destacou Piacentino.
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a homenagem ao Dr. Joacy Casagrande Paulo, neto de Augusto Casagrande, que doou o imóvel à prefeitura em 1980. Ao relembrar a convivência com os avós no sobrado, Joacy expressou sua satisfação com o início das obras. “Ver esse patrimônio sendo restaurado é motivo de muito orgulho e gratidão”, afirmou, destacando que a doação foi uma forma de homenagear sua família e todos os imigrantes que construíram Criciúma.
O Museu Augusto Casagrande guarda documentos, fotografias e artefatos que narram a formação econômica e social da cidade. Com a reforma, o espaço promete se tornar uma estrutura moderna e acessível para turistas, estudantes e pesquisadores.