Com foco na memória da imprensa, 19ª Feira do Livro de Criciúma terá 100 mil títulos e lançamento de acervo digital
Arquivo DECOM
A Praça Nereu Ramos, no coração de Criciúma, se prepara para receber a 19ª edição da Feira do Livro entre os dias 11 e 25 de julho. Com uma estrutura de dez estandes e um acervo estimado em 100 mil títulos, o evento deste ano traz uma proposta que une o incentivo à leitura com o resgate da memória local, tendo como destaque a V Semana da Imprensa e o lançamento da Hemeroteca Digital.
A edição de 2024 foca na trajetória dos veículos de comunicação da cidade. Além das exposições sobre o jornalismo local, no dia 14 de julho será lançada a Hemeroteca Digital. O projeto, uma parceria entre a Fundação Cultural e a Secretaria de Governança, disponibilizará jornais históricos do Arquivo Pedro Milanez em formato PDF para consulta online. A iniciativa visa facilitar o acesso a pesquisas e preservar documentos que sofrem com o desgaste do tempo.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, reforça que o evento é um pilar para a identidade do município. "Essa edição reforça o nosso compromisso com a educação, a cultura e a preservação da história de Criciúma. A Feira do Livro já é um evento consolidado e, neste ano, amplia ainda mais o seu papel ao aproximar a leitura da memória da nossa imprensa", afirmou o prefeito, classificando a feira como um investimento na valorização da identidade criciumense.
A educação também recebe atenção especial com o investimento de R$ 420 mil em vales-livro. Alunos das 62 escolas municipais receberão R$ 15 cada, enquanto professores terão direito a um vale de R$ 45. Para a secretária de Educação, Geovana Benedet Zanette, a ação é fundamental para formar novos leitores. "A Feira do Livro proporciona experiências que despertam a curiosidade, estimulam a imaginação e fortalecem o processo de aprendizagem. O vale livro permite que muitos estudantes levem uma obra para casa", pontuou.
Além da venda de livros, a feira contará com uma programação cultural extensa, incluindo teatro, dança, música e oficinas. A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, ressaltou que o ambiente foi planejado para ser um espaço de convivência. "Queremos que cada visitante encontre aqui um ambiente de conhecimento, convivência e incentivo à leitura", destacou a presidente, mencionando que a programação valoriza escritores e instituições locais como a Academia Criciumense de Letras (ACLe).