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Ponte Anita Garibaldi: Mário Motta aponta que falha dava sinal de colapso desde 2022

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Ponte Anita Garibaldi: Mário Motta aponta que falha dava sinal de colapso desde 2022
Divulgação

Documentos obtidos pelo gabinete do deputado estadual Mário Motta (PSD) revelam que os problemas estruturais que levaram à interdição total da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, não são recentes. A falha que motivou o fechamento da estrutura em julho de 2026 ocorreu exatamente no mesmo ponto onde um risco de colapso já havia sido identificado e "consertado" em 2022.

De acordo com o levantamento, o primeiro alerta surgiu em outubro de 2022, quando a concessionária Via Costeira identificou o rompimento de barras de ligação e aberturas entre as aduelas do vão central. Na época, a empresa atribuiu o problema a um "vício oculto" da construção original, entregue em 2015. Apesar de reforços terem sido instalados com cabos de protensão, o mesmo local voltou a apresentar rompimentos estruturais quatro anos depois.

O deputado Mário Motta criticou duramente a condução do caso e a falta de transparência com a sociedade. "O ponto mais grave é que o catarinense só ficou sabendo da situação quando a ponte já estava fechada. Alguém precisa explicar: o que foi feito desde 2022?", questionou o parlamentar.

A situação se agravou em julho de 2026, quando novos relatórios técnicos apontaram que a capacidade resistente da seção não atendia mais às margens de segurança para o tráfego. Além disso, a concessionária admitiu dificuldade em encontrar registros completos da construção da ponte junto ao DNIT, o que dificulta diagnósticos precisos.

"Não podemos admitir que uma obra de quase 800 milhões de reais já tenha dado graves problemas tão cedo. Eu e meu gabinete estamos investigando tudo isso e buscando elementos que justifiquem levarmos o caso aos órgãos federais de controle", afirmou Motta, classificando o cenário como "inconcebível".

A ponte segue sob monitoramento, com intervenções emergenciais para tentar a liberação parcial do tráfego. Enquanto isso, o fluxo de veículos pesados continua sendo desviado para a Ponte das Laranjeiras (Cabeçuda), sobrecarregando a malha rodoviária local. Para o deputado, a falta de respostas claras é inaceitável: "É inconcebível que uma rodovia vital para o desenvolvimento do estado seja tratada com tanto descaso", concluiu.


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